Nos últimos anos, a IA deixou de ser uma tecnologia futurista para se tornar um elemento cada vez mais central na estratégia das empresas, inclusive para a área de Marketing ao ajudar na redefinição da forma como as marcas interagem e chegam até aos consumidores.
Segundo, aliás, o estudo Marketers and AI: Navigating New Depths levado a cabo pelo SAS e pela Coleman Parkes, 85% dos profissionais de marketing já implementam ativamente esta tecnologia, contra 75% em 2024, o que é demonstrativo do crescimento significativo da utilização destas ferramentas registado em apenas um ano.
Na verdade, esta expansão é impulsionada não só pelo crescimento exponencial de dados disponíveis, mas também pela necessidade de compreender a estar à altura de consumidores cada vez mais exigentes, atentos e rigorosos.
Personalização e automação de campanhas, criação de conteúdos assistida, análises preditivas, chatbots e assistentes virtuais, tudo isto é possível graças à IA que permite ajustar a oferta ao perfil de cada utilizador, fazer segmentações, antecipar tendências de consumo, melhorar o atendimento, garantir respostas assertivas e rápidas, entre outros aspetos.
E aqui falamos são só de IA mas também de IA generativa que deixou oficialmente de ser apenas um hype, passando a ser uma infraestrutura essencial do marketing. E as suas vantagens vão muito além da poupança de tempo e de custos: maior lealdade do cliente e o aumento das vendas estão agora diretamente ligados à análise e segmentação potenciadas pela IA generativa.
Ainda segundo o estudo acima referido, cerca de 94% dos profissionais reportam uma melhor personalização, 91% destacam maior eficiência no processamento de grandes volumes de dados e 90% confirmam poupança de tempo e custos operacionais. Além disso, quase nove em cada dez referem melhorias na precisão preditiva, na fidelização de clientes e no aumento de vendas.
Ora, perante estes dados, torna-se mais que evidente que a integração da IA ao marketing proporciona benefícios consideráveis e críticos de diferenciação.
A par dos avanços, o uso destas ferramentas exige igualmente atenção a alguns desafios, como a questão da privacidade e proteção de dados, os vieses algorítmicos, regulação, segurança e uso indevido.
Antes de tomar qualquer decisão referente ao investimento em IA há que compreender claramente o conceito, o seu propósito e respetivos impactos. Na verdade, penso que esta compreensão deverá ser o ponto de partida para qualquer implementação bem-sucedida. E aqui o estudo é elucidativo ao mostrar-nos que estamos a ir no caminho certo, já que 62% afirmam compreender bem a IA generativa e o seu impacto no negócio, face a apenas 50% no ano anterior.
O estudo revela ainda que 93% das equipas de marketing planeiam orçamentar IA generativa até 2026, consolidando-a como prioridade estratégica.
Em suma, A IA é um imperativo atual para as organizações que queiram continuar a vingar no mercado e um parceiro estratégico que permite transformar dados em decisões.
Enquanto profissional de marketing, tenho testemunhado em primeira mão como a IA está a redefinir o nosso dia a dia, desde a forma como planeamos campanhas até à maneira como interpretamos os dados dos nossos clientes. Esta revolução tecnológica não só nos desafia a sermos mais estratégicos e criativos, como também nos convida a repensar o papel do marketing na construção de experiências mais relevantes, humanas e impactantes. É um caminho que exige curiosidade, responsabilidade e, acima de tudo, uma vontade constante de aprender e evoluir.

