Banking Summit 2021 traz conceito e impactos do Open Banking na sociedade em painel com executivos da área de tecnologia

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No painel “Open Banking: A nova era do mercado financeiro”, tivemos a participação de Alex Kwiatkowski, Advisory Industry Consultant de Práticas bancárias global do SAS; Carlos Sovegni, Diretor de Fraude & Security Intelligence do SAS para EMEA, e Sundeep Tengur, Senior Business Solution Manager – Fraude e crimes financeiros do SAS, com a moderação de Angelica Mari, jornalista e comentarista especializada em tecnologia e inovação, para discutir sobre os conceitos do Open Banking e como isso está impactando o mercado financeiro ao redor do mundo.

Na abertura do debate, Sogveni explicou que o open banking é basicamente um conjunto de regras para o uso e compartilhamento de dados de clientes entre bancos, que permite a diferentes empresas no mercado criar aplicativos e serviços em torno das instituições financeiras. Destacou ainda que os maiores benefícios são as possibilidades de gerenciar melhor as finanças e conseguir melhores opções de investimento, por exemplo. Já para os bancos, abre uma porta para melhorar a relação com os clientes atuais.

Kwiatkowsk abriu sua fala abordando a evolução do open banking e dizendo que, diferente de muitas inovações do setor, o serviço é um fogo brando que tem como objetivo principal entregar uma experiência melhor para o cliente, mesmo que isso leve mais tempo. Para o executivo, é importante ter a certeza de que as instituições financeiras e as empresas realmente vão conseguir atender as demandas e se moldar às necessidades. Segundo ele, “o futuro do banco não é apenas o open banking, open banking é apenas um elemento de um futuro multidimensional ao qual os bancos precisam se adaptar”.

Tengur lembrou sobre a necessidade dos bancos melhorarem o uso de suas bases analíticas, com machine learning, inteligência artificial e análise de dados numa visão mais abrangente, não apenas com relação ao open banking. Frisou também a importância dos dados para a tomada de decisão, dizendo que são combustível para a escolha acurada dos próximos passos do negócio.

O executivo também alertou sobre os desafios para mitigar os riscos e como usar os dados a favor das instituições e dos clientes. Segundo ele, o maior desafio será a falta de transparência para os bancos, que costumam saber quem são os clientes e ter a clareza do perfil bancário de cada um, com um terceiro envolvido, isso ficará mais difícil.

Para finalizar, os participantes do painel deixaram um conselho para os tomadores de decisão que pensam em evoluir suas ferramentas analíticas para o open banking.

Todos concordaram que o primeiro passo é ter um parceiro que tenha expertise na área e que seja de confiança para suportar a empresa nos próximos passos, e que consiga dividir as responsabilidades. Sovegni complementou dizendo que, além de open banking, é preciso ser open minded, ou seja, é necessário manter o pensamento aberto para se adaptar às mudanças. Tengur concordou e completou: “Seja flexível, se adapte às mudanças, e, em geral, seja pragmático”.

Para fechar, Kwiatkowsk disse que é necessário ser ágil e flexível para o que vem no futuro, é preciso se adaptar às condições do mercado tendo em mente que o analytics sempre estará lá para te ajudar e afirmou que é necessário ter “operações bancárias conscientes para as pessoas e para o planeta, onde podemos equilibrar lucro e propósito”.

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About Author

Victoria Silva

Assistente de Marketing, SAS Brasil

Victória Ribas da Silva é estudante de relações públicas da Faculdade Cásper Líbero, em seu portfólio consta trabalhos com empresas como Petrobras e, a ONG, Pimp My Carroça. Atualmente atua como assistente na área de Marketing do SAS Brasil.

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